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	<title>Cavern &#187; Resenhas</title>
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	<description>Mostre seu mundo</description>
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		<title>Restart vai gravar em SP primeiro DVD e lançar álbum de figurinhas</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Oct 2010 20:47:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chico Leibholz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[brega]]></category>
		<category><![CDATA[emo]]></category>
		<category><![CDATA[Restart]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa cena de Happy mimimi Rock já passou dos limites. O Restart tá se achando o Menudo com todas essas cores, essa juventude e amor teen pra dar. Neste próximo domingo a banda vai gravar seu primeiro DVD( e que não passe do primeiro) e como se não bastasse também vai lançar um álbum de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" /><a href="http://www.cavern.com.br/wp-content/uploads/2010/10/capa-do-album-de-figurinhas-do-restart-1287610016305_200x285.jpg"><img src="http://www.cavern.com.br/wp-content/uploads/2010/10/capa-do-album-de-figurinhas-do-restart-1287610016305_200x285.jpg" alt="" title="capa-do-album-de-figurinhas-do-restart-1287610016305_200x285" width="200" height="285" class="alignnone size-full wp-image-1485" /></a></p>
<p>Essa cena de Happy mimimi Rock já passou dos limites.<br />
O Restart tá se achando o Menudo com todas essas cores, essa juventude e amor teen pra dar.<br />
Neste próximo domingo a banda vai gravar seu primeiro DVD( e que não passe do primeiro) e como se não bastasse também vai lançar um álbum de figurinhas.<br />
Na boa, lança boneco, instrumento musical, faz um filme&#8230;<br />
Qualquer coisa, mas álbum de figurinha?<br />
Pior que isso, foi o fato de no mês passado eles foram consagrados como Artista do Ano na edição 2010 do VMB, que foi um fiasco.<br />
Eles levaram todas as categorias a que concorriam: além de artista do ano, levaram revelação, banda pop, clipe e hit do ano.<br />
Faturaram também o Prêmio Multishow deste ano na categoria de melhor música.<br />
Acho legal indústria fonográfica se reciclar, ou até mesmo mudar o foco de mercado apelando para o que é vendável em termos de CD.<br />
Mas álbum de figurinhas?<br />
E cá entre nós, censura 14 anos?<br />
Puta falta de sacanagem!</p>
<p>RESTART &#8211; HAPPY ROCK SUNDAY<br />
Gravação do primeiro DVD em SP</p>
<p>Quando: 24/10, a partir das 18h<br />
Onde: HSBC Brasil (rua Bragança Paulista, 1281, Chácara Santo Antonio)<br />
Quanto: R$ 50 (pista 1º lote; R$ 60 no 2º lote), R$ 80 (cadeira alta), R$ 100 (plateia superior e frisas), R$ 120 (pista vip) e R$ 140 (camarote)<br />
Censura: 14 anos, jovens menores de 13 anos entram somente acompanhados dos pais ou responsáveis</p>
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		<title>Kings Of Leon lança CD novo!</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 21:06:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chico Leibholz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Kings of Leon]]></category>

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		<description><![CDATA[O novo álbum do Kings Of Leon, &#8221;Come Around Sundow&#8221; se inicia com um clima meio melancólico que lembra bastante o penúltimo álbum do grupo, Only By The Night. A música que abre o álbum é como se fosse uma prévia para um lado mais sombrio e introspectivo da banda.O tempo de duração das músicas também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" /><a href="http://www.cavern.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Kings-of-Leon3.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1472" title="Kings-of-Leon" src="http://www.cavern.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Kings-of-Leon3-298x300.jpg" alt="" width="298" height="300" /></a></p>
<p>O novo álbum do Kings Of Leon, &#8221;Come Around Sundow&#8221; se inicia com um clima meio melancólico que lembra bastante o penúltimo álbum do grupo, Only By The Night.</p>
<p>A música que abre o álbum é como se fosse uma prévia para um lado mais sombrio e introspectivo da banda.O tempo de duração das músicas também aumentou(em média 3 minutos e meio), e parece que houve uma preocupação bem grande com a timbragem dos instrumentos, tudo parece mais claro e mais fácil de se ouvir.</p>
<p>O baixo está mais trabalhado do que em todos os antigos cds. É perceptível também 3 ou mais guitarras na maioria das músicas e uma grande transição de efeitos.</p>
<p>O clima do disco é praticamente na linha de Use Somebody, parece que a banda deu uma acalmada. Mary,  Back Down South  e Mi Amigo são as músicas mais lentas do álbum e não deixam a desejar.Percebe-se nelas a influência de rhytm and bules e country music nos riffs e na maneira em que Caleb Followil canta.</p>
<p>A partir da sexta música o cd se torna mais parecido com Kings Of Leon dos últimos discos. As músicas mudam de andamento, a bateria fica mais contínua como em músicas como Pony Up.</p>
<p>Destaque para  músicas como Radioactive e No Money que são mais rápidas com riffs sem tantos efeitos e com mais distorção, que lembram músicas mais agressivas da carreira do grupo.</p>
<p>Quer ouvir o disco inteiro?</p>
<p><a href="http://radioactive.kingsofleon.com/ " target="_blank">http://radioactive.kingsofleon.com/</a></p>
<p>Kings Of Leon &#8211; Come Around Sundow</p>
<p>Tracklist</p>
<p>1 &#8211; The End</p>
<p>2 &#8211; Radioactive</p>
<p>3 &#8211; Pyro</p>
<p>4 &#8211; Mary</p>
<p>5 &#8211; The Face</p>
<p>6 &#8211; The Imortals</p>
<p>7 &#8211; Back Down South</p>
<p>8 &#8211; Beach Side</p>
<p>9 &#8211; No Money</p>
<p>10 &#8211; Pony Up</p>
<p>11 &#8211; Birthday</p>
<p>12 &#8211; Mi Amigo</p>
<p>13 &#8211; Pickup Truck</p>
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		<title>&#8220;Prêmio&#8221; Multishow</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 13:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Sanchez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio multishow]]></category>
		<category><![CDATA[raphael sanchez]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Banda Cine. Rock and Roll, hein? Multishow é aquele canal que quer ser alternativo, diferente. Pergunta, em chamadas comerciais: &#8220;Sua TV tem som de quê?&#8221;. Ontem à noite eles entregaram o &#8220;Prêmio&#8221; do canal. Não deu pra concluir, ainda, qual foi a cena mais bizarra. E foram várias. Talvez o maior deles tenha sido Caetano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" /><img src="http://www.cavern.com.br/wp-content/uploads/2009/08/cine.jpg" alt="cine" title="cine" width="500" height="376" class="alignleft size-full wp-image-1107" /><em>Banda Cine. Rock and Roll, hein?</em></p>
<p>Multishow é aquele canal que quer ser alternativo, diferente. Pergunta, em chamadas comerciais: &#8220;Sua TV tem som de quê?&#8221;. Ontem à noite eles entregaram o &#8220;Prêmio&#8221; do canal.</p>
<p>Não deu pra concluir, ainda, qual foi a cena mais bizarra. E foram várias. Talvez o maior deles tenha sido Caetano Veloso entregando prêmio de melhor banda para o Fresno. E ainda concorreu na categoria, NxZero, Jota Quest, Banda Eva e o Skank. Tirando os mineiros do Skank, foi a disputa mais tosca que eu já vi.</p>
<p>Em revelação, a banda &#8220;Cine&#8221; ganhou da Mallu. Nunca tinha visto essa banda, graças a Deus. É igual a todos os sons emos que já existem por aí. Cópia de lixo.</p>
<p>O melhor show foi pra Capital Inicial. Faz tempo que eles não empolgam mais ninguém.</p>
<p>Outras bizarrices ainda foram: Cláudia Leite (Beijar na Boca) concorrendo como melhor música e NxZero vencendo categoria de melhor CD.</p>
<p>Pra fechar a noite, uma homenagem justa à Rita Lee. </p>
<p>Com Pitty no vocal.</p>
<p>Terror.</p>
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		<title>Pinguim por Pinguim</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 14:35:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Sanchez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[astronauta pinguim]]></category>

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		<description><![CDATA[Resenha da música &#8220;Mañana, Jack, mañana (to Jack Kerouac)&#8221;, de Astronauta Pinguim, por ele mesmo. Sempre gostei de ler, sempre li muito. Aliás, antigamente lia muito mais livros do que hoje em dia, talvez pela falta de tempo aqui em São Paulo ou simplesmente por pura preguiça. Mas eu lia muito mesmo. Com uns doze, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" />Resenha da música &#8220;Mañana, Jack, mañana (to Jack Kerouac)&#8221;, de Astronauta Pinguim, por ele mesmo.</p>
<p>Sempre gostei de ler, sempre li muito. Aliás, antigamente lia muito mais livros do que hoje em dia, talvez pela falta de tempo aqui em São Paulo ou simplesmente por pura preguiça. Mas eu lia muito mesmo. Com uns doze,<br />
treze anos de idade &#8211; sério isso, não é só para dizer o quanto eu conhecia as coisas com doze anos, até porque isso seria muito idiota &#8211; tive acesso aos escritores beatniks. Não lembro ao certo como tive este acesso, mas deve ter sido algo relacionado com alguma materia que li na Bizz ou em algum jornal ou revista na época, não sei. Mas fui conhecendo e me interessando pelas historias de viagens pelos Estados Unidos dos anos 40/50, sem destino certo e sem maiores pretenções daquela gente. &#8220;On the road&#8221; não foi o primeiro livro que li daquela turma, mas foi certamente o que mais me marcou. O estilo de escrever automatico de Jack Kerouac, até então praticamente inedito, me abriu muitas portas E percepções diferentes. Acho que muito na minha vida foi inconscientemente baseado pelas coisas que aprendi com os beatniks (especialmente com Kerouac), desde o fato de ser musico e insistir em trabalhar exclusivamente com isso, para me dedicar integralmente, até o fato de gostar de viajar por ai e &#8211; quem me ve nas cidades e festivais por ai sabe bem &#8211; tentar conhecer ao maximo os locais onde vou tocar. Acho que nada mais justo eu prestar uma homenagem &#8211; não gosto muito desta palavra, mas é a que me vem a cabeça agora &#8211; a uma dos caras que me marcou desta forma, neste no que se completam 40 anos de sua morte. Espero que gostem.&#8221; A musica &#8220;Mañana, Jack, mañana (to Jack Kerouac)&#8221; está disponivel para download gratuito nos endereços abaixo: </p>
<p><a href="http://www.tramavirtual.com.br/astronauta_pinguim" target="_blank">www.tramavirtual.com.br/astronauta_pinguim </a><br />
<a href="http://www.myspace.com/astronautapinguim" target="_blank">www.myspace.com/astronautapinguim</a></p>
<p><strong>Ouça</strong>: Mañana, Jack, mañana (to Jack Kerouac)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Elton, Sir Elton</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 13:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Sanchez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[elton john]]></category>
		<category><![CDATA[irlanda]]></category>
		<category><![CDATA[show]]></category>
		<category><![CDATA[sir]]></category>
		<category><![CDATA[thiago crespo]]></category>

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		<description><![CDATA[Quatro meses, vinte dias e catorze minutos depois de comprar o ingresso para o que julgava ser um grande espetáculo, deparo-me a poucos metros do piano talvez mais importante de todos os tempos da música pop. Seis de junho de 2009, Limerick, Thomond Park. Após uma hora e meia de espera na fila do lado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" />Quatro meses, vinte dias e catorze minutos depois de comprar o ingresso para o que julgava ser um grande espetáculo, deparo-me a poucos metros do piano talvez mais importante de todos os tempos da música pop. Seis de junho de 2009, Limerick, Thomond Park. Após uma hora e meia de espera na fila do lado de fora, sou a décima terceira pessoa a irromper portões adentro. Algo, porém, parece contrariar a boa ventura prenunciada do meu número de entrada: vindo de uma semana cheia de sol e relativo calor, o clima irlandês retoma a costumeira chuva num céu cinzento. Muita chuva, muito frio. Mas não importa &#8211; não fosse o preço da capa de chuva saco-de-lixo a cinco euros (que eu comprei mais para contrariar a certeza da amiga Mari de que eu preferia tomar chuva a gastar dinheiro).</p>
<p>As dimensões do estádio ainda vazio alertam: há de ser mais do que simplesmente um grande espetáculo. É preciso conter o entusiasmo, contudo, sob o risco de me frustrar mais tarde. Não a ansiedade; demoro um exato minuto para atravessar o campo e assegurar o espaço no qual jamais tive a pretensão de estar. O piano ainda está coberto, mas as letrinhas de seu manto são perfeitamente legíveis. O Yamaha preto ainda guarda consigo algum mistério e inquietude à espera de seu dono. Tudo o que nos separa é uma grade baixa e o vão para seguranças e fotógrafos trabalharem.</p>
<p>Ao meu lado, um garoto apenas um pouquinho mais alto que a grade me desperta a atenção: Elton John deveria ser exatamente assim aos seus oito ou nove anos. Os cabelos lisos e escorridos, o corte redondo e até mesmo os óculos precoces confundem o astro já denominado um Sir com o menino que mal enxerga o piano. Depois de confirmar com o senhor ao meu lado que é seu filho, exclamo por dois motivos: trata-se um protótipo do cantor, brinco, mas, falando sério, não é comum ver alguém tão novo com os olhos estalados no palco mesmo a horas do show começar. O senhor ri, diz que, por que não, seu filho um dia será como o mestre-pianista. “Conhece mais do que eu”, completa, e retruca a surpresa de sua parte: um estrangeiro perdido em Limerick, apenas por conta de Elton? “Sou brasileiro. Saí de São Paulo para vir a esse concerto, mas aproveitei para ficar um pouco em Dublin e polir o inglês”. O senhor responde em riso apreensivo, custando a equalizar a piada.</p>
<p>Mais uma hora e meia de espera. Mais chuva, mais frio. São dezenove horas e o estádio ainda está quase vazio quando o artista coadjuvante abre o espetáculo com seu violão e mais nada. A cada música que toca, aquece as mãos num sopro demorado. Algo em torno de meia hora depois, despede-se e deixa o palco pronto para os últimos ajustes. O piano é descoberto. O público aplaude. O funcionário da equipe técnica borrifa um produto qualquer a fim de manter seu brilho à altura. Não é preciso, convenhamos.</p>
<p><img src="http://www.cavern.com.br/wp-content/uploads/2009/07/ej0.jpg" alt="" title="" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-580" /></p>
<p>Legitimada a pontualidade britânica, Reginald Kenneth Dwight está no palco às oito da noite. Elton John, para os íntimos &#8211; também conhecidos como mundo inteiro. O medley de Funeral For a Friend e Love Lies Bleeding soa triunfal, perfeito para a ocasião. A sincronia inicial entre percussão, sintetizador e piano é intensa ao ponto de não se fazer perceber o delírio da multidão entre gritos e assobios. Sem delongas, Saturday Night Alright For Fighting. Não se tratasse de um repertório de Elton John, soaria algo inexperiente gastar um rock desses logo no início. Não há motivos para se preocupar, no entanto: não lhe faltam cartas na manga do fraque com motivos coloridos e brilhantes sobre a camisa de seda azul royal. Estampada nas costas, o que identifico como a figura de anos atrás do próprio músico sentado na lua. Elton sabe exatamente o que faz. E segue com Burn Down the Mission, não sem antes trocar as primeiras palavras com a plateia e agradecer a oportunidade de ser recebido num dos mais tradicionais estádios de rúgbi do país. Ao contrário de Bob Dylan, faz parte do show de Elton estar em contato permanente com os espectadores. Agora ele pede para que o público participe da próxima canção no intuito de que todos se mantenham aquecidos ante o tempo ruim. Trata-se de nada mais, nada menos do que Goodbye Yellow Brick Road. É quando constato que a pele eriçada já não é mais fruto do frio.</p>
<p><img src="http://www.cavern.com.br/wp-content/uploads/2009/07/ej1.jpg" alt="Elton John" title="Elton John" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-581" /></p>
<p>Ao fim de cada execução, Elton se levanta, vibra, reverencia os súditos de todos os lados. Aperta os punhos, grita, gesticula, agradece, acena em positivo com a cabeça. Não é diferente com o piano. O domínio sobre cada nota é impecável. A voz se mantém intacta. Diante do que assisto a cada canção, não há palavra qualquer que defina com mais exatidão o comportamento do mestre diante do que faz senão uma só, usualmente considerada vulgar: tesão. Elton John – ainda – tem imenso tesão pelo que faz. Óbvio, posto isso, é imaginar quem não teria.</p>
<p>Sobretudo quando se tem ao lado um conjunto igualmente poderoso. Além do piano, agora já sem mistério algum, mas inquieto como nunca, Elton conta com mais um teclado, uma guitarra (nas mãos versáteis do veterano Davey Johnstone, melhor dizer que são várias), uma bateria e percussão (impressionante, diga-se de passagem; o mais novo do grupo, John Mahon, usa meias-luas como “baquetas”).</p>
<p>Dentre clássicos românticos, músicas tristes, baladas, suingues, roques e virtuoses pop, fica o hibridismo de um artista que sabe sintetizar em perfeito equilíbrio mais de quatro décadas de carreira inquestionável. O tempo simplesmente não passou para Daniel, Tiny Dancer, Crocodile Rock, Candle in The Wind e vinte outras que compõem as duas horas e meia mais densas que já vivi. Concluídas, claro, com Your Song. Nem mesmo canções como está última, Sacrifice e Skyline Pingeon, aquelas as quais nos trazem a sensação de que já nascemos conhecendo, soam clichê quando executadas ali, ao vivo – e a pouquíssimos metros de mim. No todo, o show está longe de ser simplesmente um amontoado de sucessos revisitados – embora o pareça a quem não está na plateia ou nunca fez parte dela.</p>
<p>Às dez e meia da noite, sob alguma chuva e muitos aplausos, Sir Elton John se despede dos irlandeses e do brasileiro. Não deixa de ressaltar o agradecimento por termos todos não apenas ido, mas sido tão calorosos e amáveis em condições terríveis como aquela. Em sua simpatia e modéstia desmedidas, no entanto, ele bem sabe que o que nos aqueceu e nos elevou ao amor é exatamente aquilo que agora está coberto de novo.</p>
<p>Cabe-me agora contrariar a fama de entusiasta. Não devo escrever ou mesmo dizer de minhas impressões no paradoxal calor do momento. Avesso à tecnologia, mas o primeiro adepto quando ela é fácil e custa só vinte e cinco euros, tenho o disco do show minutos depois de seu fim. Os dias passam sem que eu consiga ficar sequer um só sem ouvi-lo.</p>
<p>É inegável: quatro meses, vinte dias e catorze minutos antes de estar em frente ao piano esperando por um grande espetáculo, comprei o ingresso que mudou, senão apenas minha vida, a forma como passei a vivê-la através da música.</p>
<p><img src="http://www.cavern.com.br/wp-content/uploads/2009/07/ej2.jpg" alt="Elton John" title="Elton John" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-582" /></p>
<p>Escrito por: <b>Thiago Crespo</b>, amigo, jornalista, dono do blog <b<a href="http://dublinaovivo.blogspot.com/" target="_blank">Dublin ao vivo</a></b>, não volta mais da Irlanda.</p>
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		<title>Cinema, de Cachorro Grande</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 13:24:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Sanchez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[cachorro grande]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[A banda já consolidou sua carreira com o lançamento anterior de &#8220;Todos os Tempos&#8221;. Agora, em vez de apenas dar um passo adiante, dá um passo acima. Busca Idéias, sensações, texturas, sabores e sons mais elevados, que não ficam no alcance fácil e comum. Cinema é um convite a algo novo. Irrecusável. Toda banda participa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" />A banda já consolidou sua carreira com o lançamento anterior de &#8220;Todos os Tempos&#8221;. Agora, em vez de apenas dar um passo adiante, dá um passo acima. Busca Idéias, sensações, texturas, sabores e sons mais elevados, que não ficam no alcance fácil e comum.</p>
<p>Cinema é um convite a algo novo. Irrecusável.</p>
<p>Toda banda participa na composição de ao menos uma música. A primeira delas a ser executada nos shows e disponibilizada na internet é &#8220;Dance Agora&#8221;. A guitarra de Marcelo Gross contrasta o rock and roll tradicional com o moderno. Ao ouvir o álbum inteiro, &#8220;Dance Agora&#8221; é a que mais prende a atenção em um primeiro momento.</p>
<p>Outro ponto forte do álbum é &#8220;Luz&#8221;. Com certeza você já ouviu algo parecido ao escutar alguma música dos White Stripes. Mas aqui são cinco músicos que se fazem presente. Mesmo com a semelhança com a dupla norte-americana, em &#8220;Luz&#8221; você percebe a banda inteira, afinada, alinhada. </p>
<p>Mas é &#8220;Eileen&#8221;, de autoria de Beto Bruno e Pedro Pelotas, que mais supreende. E encanta. As primeiras notas te levam para alguma música da carreira solo de John Lennon e a voz única de Beto Bruno a traz de volta para o álbum. São minutos únicos no álbum e na carreira da banda. Mais, na música de hoje em dia.</p>
<p>Cinema é o amadurecimento dos garotos &#8211; hoje nem tão mais garotos assim &#8211; que começaram sua história  tocando rock and roll, simplesmente. Hoje, dez anos depois, apresentam um trabalho lapidado em várias influências e referências.</p>
<p>Aproveite.</p>
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